sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Centro Local Belém Muda de Nome Oficialmente

Em Carta-Memorando, enviada a todos os Salesianos Cooperadores do Centro Belém, o conselheiro Coordenador, André Ribeiro, explicou os motivos da demora em acatar a decisão da assembleia realizada em fevereiro de 2019 e ainda os motivos da mudança de nome.

Segue o texto da carta:

Memorando nº 001/2020

Belém/PA, 05 de janeiro de 2019.

Aos Salesianos Cooperadores do Centro Local

Assunto: Oficialização do nome do Centro Local.

Caríssimos irmãos, no dia 16 de fevereiro de 2019, reunidos em assembleia geral convocada pelo conselho do Centro Local, os Salesianos Cooperadores presentes decidiram pela mudança do nome do Centro Local, que outrora era “CENTRO LOCAL BELÉM-EST” e que deveria passar a ser chamado de “CENTRO LOCAL PADRE LOURENÇO BERTOLUSSO” como uma forma de gratidão a pessoa e ao serviço prestado por este missionário salesiano. Na ocasião, foi refletido ainda sobre o documento do Conselho Mundial denominado “ANIMAR A SOLIDARIEDADE ECONÔMICA” que dentre outros temas, orienta sobre os nomes dos Centros Locais bem como as questões jurídicas. Assim, decidimos consultar o Conselho Mundial sobre a mudança de nome e ficou acordado que caso não fosse possível tal mudança (uma vez que a proposta não atendia diretamente as orientações mundiais em detrimento das perspectivas futuras do Centro) o nome ficaria então: “CENTRO LOCAL BELÉM” e assim que possível, faríamos uma homenagem concreta ao Padre Lourenço Bertolusso.

Assim, após consulta ao Conselho Mundial, dialogo com vários irmãos e reflexão do Conselho do Centro Local, chegamos à conclusão que o correto é de fato que o nome seja “CENTRO LOCAL BELÉM”.

Talvez, como um presente para estes 31 anos do Centro Local, deveríamos resignificar o nome do próprio Centro, ou seja, enxergar este “Belém” não apenas como o nome do território onde estamos presentes, mas sobretudo ficar atentos ao significado literal e a carga histórica que esta expressão carrega. Belém é citada em vários livros da Bíblia, desde Gênesis, passando por Josué, Juízes, Rute, Samuel, Jó e Miquéias, até o Novo Testamento, em Mateus e Lucas. No livro do Gênesis,quando relata que Raquel, esposa favorita de Jacó, quis ser enterrada à beira do caminho em uma das entradas da cidade de Éfrata, ou seja, de Belém. Éfrata, que significa “a fértil”, é outro nome da mesma cidade.

Quando as terras do povo eleito foram distribuídas entre as tribos, Belém foi atribuída a Judá e, assim, tornou-se berço de Davi, o pequeno pastor, filho caçula de uma família numerosa, eleito por Deus para ser o segundo rei de Israel, sucedendo a Saul.

Gerações e gerações depois, a pequena cidade seria palco do cumprimento de uma profecia, Miqueias anunciou que ali, naquela pequena localidade, havia de nascer o Messias: “Mas tu, Belém-Éfrata, tão pequena entre as famílias de Judá, é de ti que me há de sair aquele que governará em Israel“.

No princípio do século I, Belém era uma aldeia que não contava com mais de mil habitantes. Era formada por um pequeno conjunto de casas disseminadas pela encosta de uma colina. Os habitantes viviam da agricultura e da criação de gado. Havia bons campos de trigo e de cevada na extensa planície: talvez se deva a essas culturas o nome do lugar: Bet-Léhem, que, em hebraico, significa “a casa do pão”. Portanto, é necessário enxergar este “Belém” como lugar de fertilidade, de abundância, de esperança e de presença divina. É lugar onde a misericórdia de Deus se manifesta; onde a alegria contagia, porque assim como os pastores, reconhecemos a presença do Salvador.

Que com a liturgia da Epifania do Senhor, cresça em nós a força para continuar a anunciar que a salvação oferecida por Deus é para todos os povos. 

Atenciosamente,

André Ribeiro